Avatar
Graças a Eywa
A ficção científica de James Cameron tem elementos suficientes para ser apontada como paradigmática no que tange a direção de arte, desenho de produção e, claro, os efeitos especiais – que, de agora em diante, poderiam ser chamados de efeitos excepcionais. Tudo é vivo em Pandora, lua fictícia em que se passa a história de Avatar. Com uma rica flora, uma fauna esquisita e nativos azuis e espirituais, Pandora é um habitat criado meticulosamente pela equipe de James Cameron – conhecido por ser perfeccionista em diversos aspectos de suas produções. O advento do 3D amplifica a experiência e torna Avatar um programa obrigatório para ser assistido no cinema – ponto para Cameron e para a Fox, por tentarem combater a pirataria de uma forma mais prática. Leia a crítica completa aqui
Maratona Oscar: Avatar foi indicado a 9 Oscar: Melhor Filme, Diretor (James Cameron), Direção de Arte, Trilha Sonora (James Horner), Edição de Som, Mixagem de Som, Efeitos Especiais, Edição e Fotografia. Deve vencer o grande prêmio da noite, muito por causa do espetáculo visual. Tem grandes chances de perder a estatueta para Guerra ao Terror, mas acredito que os acadêmicos do
Up – Altas Aventuras
O Velho e o Ar
Não tenho mais palavras para definir os estúdios Pixar. A cada novo longa-metragem somos apresentados a personagens e experiências únicas, com tramas criativas, cheias de diversão e emoção. Up – Altas Aventuras é o décimo trabalho do estúdio, que atingiu uma invejável marca de não errar a mão em suas produções. Um filme que coloca um idoso ranzinza e um escoteiro gordinho e tagarela como protagonistas pode ser considerado corajoso apenas por isso. Mas vai além, trazendo uma história que ao mesmo tempo pode levar o espectador aos risos e às lágrimas. Acompanhamos a trajetória de Carl Friedricksen, um senhor de idade que está aprisionado às suas lembranças. Viúvo do grande amor de sua vida, Carl acredita que manter a casa em que vive é importante para ajudar a preservar a memória de sua esposa. O que pode atrapalhar os planos do velho é uma empreiteira disposta a derrubar sua residência para construir modernos prédios no lugar – nem que para isso, tenham de mandar o velho Carl para o asilo. Sabendo disso e sonhando com uma aventura desde os tempos de criança, Carl amarra milhares de balões em sua casa e parte para a América do Sul, a fim de encontrar o Paraíso das Cachoeiras, lugar onde ele e sua esposa sempre desejaram visitar. Não estava nos planos, porém, um intruso mirim chamado Russell, que se escondeu na casa de Carl para ajudá-lo e ganhar mais um distintivo dos escoteiros. Leia a crítica completa aqui
Maratona Oscar: Up – Altas Aventuras foi indicado a 5 Oscar: Melhor Filme, Melhor Animação, Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Roteiro e Melhor Edição de Som. Se na categoria principal, Up tem poucas chances, em Melhor Animação, o filme da Pixar é o franco favorito a vencer. Outra possibilidade bastante forte é a categoria Melhor Trilha Sonora, pelo trabalho de Michael Giacchino.
Amor sem Escalas
O Parênteses
O diretor Jason Reitman acertou em cheio desta vez com seu novo filme, Amor sem Escalas. Depois de um começo promissor com Obrigado por Fumar, em 2006, e com o premiado Juno (que eu achei superestimado), no ano seguinte, o rebento do cineasta Ivan Reitman entrega seu filme mais maduro até o momento. Com um elenco afiadíssimo, encabeçado por um George Clooney em seu melhor momento, Amor sem Escalas é um longa-metragem delicioso, que consegue passear muito bem tanto pelo drama quanto pela comédia.Como já é de praxe, Reitman usa como pano de fundo para seu filme um assunto relevante. Se em Obrigado por Fumar o mote eram os perigos do cigarro e Juno falava sobre gravidez na adolescência, Amor sem Escalas coloca a crise mundial e o alto número de desempregos nos Estados Unidos como um oportuno ponto convergente na vida do personagem principal, Ryan Bingham (Clooney). Assim como já aconteceu em seus filmes anteriores, Jason Reitman não aborda o “assunto sério” de forma invasiva dentro da narrativa. Pelo contrário. Este é incluso na trama de forma orgânica, condizendo com a história a ser abordada. Portanto, Amor sem Escalas não é um tratado sobre a crise econômica ou um manifesto contra a taxa altíssima de desemprego. É a história de um homem que está sempre cercado de pessoas, mas que, na verdade, vive uma vida solitária. Leia a crítica completa aqui
Maratona Oscar: Amor sem Escalas foi indicado a 6 Oscar: Melhor Filme, Diretor (Jason Reitman), Ator (George Clooney), Atriz Coadjuvante (Vera Farmiga e Anna Kendrick) e Roteiro Adaptado. Este último deve ser o único prêmio que o longa-metragem de Jason Reitman levará na noite do prêmio. Merecido, aliás.
A Princesa e o Sapo
Evangeline
Um dos filmes que despertou a minha paixão pelo cinema na infância foi Aladdin, dos estúdios Disney. A história mágica, as cores, o gênio da lâmpada, as músicas. Todos estes elementos combinados fizeram com que o filme não saísse do meu videocassete – devo tê-lo alugado umas dez vezes na época. Corta para 15 anos depois. Os estúdios do Mickey Mouse estão em um ótimo momento depois do sucesso de seus filmes com a Pixar e de seus longas-metragens em live action, como High School Musical e suas continuações. Mas faltavam os filmes desenhados à mão, de forma clássica, para que a festa estivesse completa. John Lasseter, chefão da área criativa da Disney, resolveu retornar às origens e lançar um novo longa-metragem com a arte clássica do desenho em 2D. Assim surgiu A Princesa e o Sapo, dirigido por Ron Clements e John Musker, os mesmos de A Pequena Sereia e... Aladdin.Além do fato de marcar o retorno da Disney aos desenhos, A Princesa e o Sapo também é relevante por apresentar a primeira protagonista afro-americana em suas fábulas. Ela é Tiana (Anika Noni Rose), uma moça trabalhadora que vive na Nova Orleans dos anos 20 e sonha abrir o seu próprio restaurante para realizar o desejo do seu falecido pai, James (Terrence Howard). Quando o príncipe Naveen (Bruno Campos) chega à cidade, em pleno carnaval, à procura de uma noiva, a amiga rica de Tiana, Charlotte (Jennifer Cody), logo se interessa em se tornar uma princesa. Mal ela sabe que Naveen é, na verdade, um preguiçoso interesseiro que procura uma mulher rica para casar, conseguindo assim dinheiro para ser independente dos pais. Quem atrapalha os planos do príncipe é o vilão Facilier (Keith David), que o transforma em sapo, colocando o servo do príncipe em seu lugar, apelando para um feitiço vodu. Como na fábula clássica, Naveen só voltará à sua forma humana ao ser beijado por uma princesa. Eis que Tiana, fantasiada como tal, aparece na frente do príncipe. E a confusão está formada. Leia a crítica completa aqui
Maratona Oscar: A Princesa e o Sapo foi indicado a 3 Oscar: Melhor Animação e Canção Original (Almost There e Down in New Orleans). Não deve levar nenhum dos três prêmios.
Sherlock Holmes
Holmes Begins
Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes (1998) e Snatch – Porcos e Diamantes (2001) definiram os filmes de gangster dos anos 90/2000. Estilosos, sujos, engraçados, muitíssimo bem amarrados. São longas-metragens que merecem realmente um lugar de destaque na coleção de qualquer cinéfilo. Infelizmente, o diretor destes trabalhos, Guy Ritchie, meio que perdeu a mão no meio do caminho. Filmes ruins e medianos como Destino Insólito (2002), Revolver (2005) e RocknRolla (2008) abalaram a confiança de muitos em relação ao talento de Guy Ritchie como diretor.Mas eu acredito que ninguém desaprende a fazer cinema. Principalmente se a pessoa em questão tem dois excelentes filmes como os citados acima no currículo. Até por isso, fui à pré-estreia de Sherlock Holmes com alguma expectativa de um bom trabalho. E não saí decepcionado. É um filme divertido, com mistério, suspense, comédia e, claro, socos em câmera lenta. É um filme de Guy Ritchie, afinal de contas. Leia a crítica completa aqui
Maratona Oscar: Sherlock Holmes foi indicado a 2 Oscar: Direção de Arte e Trilha Sonora Original. Não deve levar prêmio algum, mesmo que a trilha sonora de Hans Zimmer seja excepcional, assim como a direção de arte do filme de Guy Ritchie.
Star Trek
Origens
J.J. Abrams é um cara, no mínimo, corajoso. Aceitou comandar o reinício de uma franquia clássica, com milhares de fãs xiitas e nunca escondeu não ser fã de Star Trek. Se já não bastasse isso, ainda confessou em entrevistas que sempre preferiu a saga estelar de George Lucas, Star Wars. Imagino a reação dos trekkers quando souberam que esse cara tão desprovido de sentimentos por Jornada nas Estrelas assumiria a direção de um filme que se propõe a mostrar as origens da tripulação da Enterprise. Para alguns, isto seria uma deficiência. Para mim, o fato de Abrams ter distanciamento e objetividade em relação à série clássica foi fator decisivo para a qualidade final do longa-metragem.É bom deixar claro que quem diz isso é uma pessoa que conhece superficialmente o seriado. Assisti a alguns episódios e já vi trechos de filmes. Mas não tenho uma veia trekker. Assim como Abrams, tenho preferência pelas aventuras de Luke Skywalker e Han Solo. Talvez essa identificação com a saga de George Lucas tenha feito bem para Star Trek. O cineasta preparou um filme que lembra, em alguns momentos, os bons tempos de Guerra nas Estrelas. Aventura é a palavra chave no manual de Abrams, que conseguiu fazer um filme divertido e inteligente, trabalhando muito bem os personagens queridos pelos fãs. Leia a crítica completa aqui
Maratona Oscar: Star Trek foi indicado a 4 Oscar: Efeitos Especiais, Som, Edição de Som e Maquiagem. Se existe uma categoria que Star Trek pode levar, seria Maquiagem. Mas ainda não vi Il Divo para tirar a prova real. De resto, não deve levar nada.
Harry Potter e o Enigma do Príncipe
Príncipe Mestiço
David Yates fez um trabalho bastante burocrático em Harry Potter e a Ordem da Fênix, quinto longa-metragem baseado nos escritos de J.K. Rowling. Mas isso não impediu que os produtores mantivessem o cineasta na cadeira de diretor não apenas em O Enigma do Príncipe, mas nos dois filmes que encerram a saga, As Relíquias da Morte partes 1 e 2. Devo confessar que tomei esta escolha como um erro, aceitando como referência o resultado final de A Ordem da Fênix. Depois de assistir a O Enigma do Príncipe, posso dizer que estava redondamente errado. Tanto que aponto este novo trabalho como um dos melhores em toda a saga (perdendo, é claro, para meu favorito, O Prisioneiro de Azkaban). Yates parece ter amadurecido suas idéias em relação à adaptação do livro, conseguindo trabalhar de forma mais elegante neste novo capítulo.Em Harry Potter e o Enigma do Príncipe, o personagem título (vivido novamente por Daniel Radcliffe) é acompanhado de perto por Alvo Dumbledore (Michael Gambon), que lhe revela memórias que podem ajudar a dar cabo de Voldemort de uma vez por todas. O mundo bruxo e o mundo trouxa estão sofrendo com os ataques dos Comensais da Morte, e um basta deve ser dado à maldade daquele-que-não-deve-ser-mencionado. O problema é que a chave de todo o mistério está em uma memória que só pode ser fornecida pelo novo professor de Hogwarts, Horácio Slughorn (Jim Broadbent). Por isso, Harry deve se aproximar do mestre e tentar arrancar-lhe esta lembrança, de um jeito ou de outro. Leia a crítica completa aqui
Maratona Oscar: Harry Potter e o Enigma do Príncipe foi indicado a um Oscar: Melhor Fotografia. Curto e grosso: não leva.











