terça-feira, 31 de agosto de 2010

Par Perfeito

Encontro Explosivo

A carreira do diretor Robert Luketic é irregular. Em seu currículo estão o divertidinho A Verdade Nua e Crua, o interessante Quebrando a Banca e a bomba A Sogra. Seu novo trabalho, Par Perfeito, talvez seja o mais mediano de seus filmes. Entrando na seara de aventura cômica romântica já tentada este ano por Tom Cruise e Cameron Diaz em Encontro Explosivo, Par Perfeito consegue ser mais divertido e apresenta um casal em melhor sintonia. Mas é só.

A trama, escrita a quatro mãos por Ted Griffin (de Dizem Por Aí e Onze Homens e um Segredo) e Bob DeRosa (de Ligados pelo Crime), não é nada genial. Jen Kornefeldt (Katherine Heigl, de A Verdade Nua e Crua) está viajando junto de seus pais pela França após ser dispensada pelo namorado. Lá, conhece o sedutor Spencer Aimes (Ashton Kutcher, de Idas e Vindas do Amor), um homem aparentemente ideal. O romance logo engrena e, pouco tempo depois, os dois já estão casados. O que Jen não sabe é que seu amado marido é, na verdade, um matador profissional. Segundo ele, não um bandido. Apenas uma pessoa contratada para matar pessoas más. A rotina do casal vira de pernas para o ar quando diversos assassinos começam a aparecer tentando dar cabo de Spencer. Agora, Jen precisará aceitar o fato de não conhecer tudo sobre seu marido e ainda escapar das investidas destes perigosos matadores.

O que segura Par Perfeito, o impedindo de ser um grande desastre é a protagonista, Katherine Heigl. A atriz conquista o espectador com sua forma espontânea e levemente desajeitada ao interpretar a solteirona Jen Kornefeldt, principalmente no primeiro ato do filme, que se passa em Nice, na França. O primeiro encontro entre Jen e Spencer gera risadas, assim como boa parte dos acontecimentos desta primeira parte.

Conhecido por papéis cômicos no seriado That 70s Show e em filmes como Cara, Cadê meu Carro? e Jogo de Amor em Las Vegas, Ashton Kutcher está estranhamente contido em uma pretensa comédia romântica aventuresca. O ator deixa sua parceira de tela responsável pelas piadas, ao menos na primeira parte da história. A situação muda no segundo ato, até porque o bom humor dá lugar a uma trama sem pé nem cabeça envolvendo assassinos contratados. O clima de comédia romântica é substituído por uma aventura pouco inspirada. Paradoxalmente, é neste momento que Ashton Kutcher parece se soltar mais. Mas até que o ator se decida pela comédia, o espectador já está entediado com diversas cenas que apenas são uma repetição da anterior. Ou seja, algum conhecido ou amigo do casal tentando matá-los.

Ao menos, temos o prazer de rever Tom Selleck (o eterno Magnum) e nos divertirmos com as sandices alcoólicas de Catherine O’Hara (de Por Uma Vida Melhor), que vivem os pais de Jen. Selleck dá respeitabilidade e um estilo quadradão para o senhor Kronefeldt, enquanto que O’Hara é exatamente o contrário: a boquirrota e nada centrada mãe de família.

Como já mencionado, Par Perfeito é tão irregular quanto a carreira do seu diretor, Robert Luketic, mas ao menos é curto. Diverte em alguns momentos, perde o ritmo e engasga a partir do segundo ato, mas não é de todo o ruim. As belas tomadas filmadas em Nice já valem parte do ingresso. Somadas ao simpático elenco, acabam compensando o aluguel do DVD em um futuro nada distante.

Par Perfeito (Killers)
Dir.: Robert Luketic
Com Katherine Heigl, Ashton Kutcher, Tom Selleck, Catherine O’Hara, Katheryn Winnick, Rob Riggle
Cotação Paradoxo: Vale 50% do ingresso

Confira logo abaixo o trailer de Par Perfeito:

2 comentários:

Fernanda N disse...

oi rodrigo!
meodeus, quanto tempo que eu não venho aqui... tubo bom?
assisti este filme ontem e gostei bastante! sou suspeita para falar, porque adora a katherine heigl e o ashton kutcher e historinha bonitinha de casal apaixonado é o que eu mais gosto de assistir... é um daqueles filmes que a gente já entra no cinema sabendo o final do filme, mas vale pelos momentos fofos e pelas risadas durante o filme... e realmente, o casal tem uma ótima sintonia! adorei! ;D

beijos!

Rodrigo de Oliveira disse...

Não fosse a sintonia do casal, Par Perfeito não mereceria o título no mínimo inventivo dado pelos tradutores no Brasil. Ah, e valeu pela indicação no blog day. Abraço!